Red Bull testa novo assoalho com Tsunoda, mas Verstappen rejeita atualização após problemas de desempenho
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A Red Bull seguiu investindo em atualizações no RB21 para manter vivas as chances de título na temporada 2025, mas o novo assoalho introduzido no GP do México acabou gerando mais dúvidas do que ganhos. Max Verstappen, após enfrentar instabilidades, optou por voltar à versão usada em Monza, enquanto Yuki Tsunoda permaneceu com a nova especificação.
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Mesmo com uma diferença significativa na tabela, a equipe austríaca manteve o foco em desenvolver o carro, introduzindo ajustes em diferentes áreas aerodinâmicas, como asas e fundo do carro. O assoalho testado no México fazia parte desse pacote e visava aumentar a eficiência do carro em velocidades elevadas, com uma altura do solo ainda mais baixa. No entanto, os resultados em pista não corresponderam às expectativas.
Verstappen relatou desgaste acentuado do fundo e instabilidade em trechos de alta velocidade, especialmente durante as sessões classificatórias, onde o nível de downforce é mais exigido. O carro raspava excessivamente no asfalto, afetando a confiança do piloto e comprometendo a performance.
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A situação se repetiu no GP do Brasil, com o assoalho voltando a tocar com força o solo em pontos críticos do circuito. O comportamento levou o holandês a abandonar a nova versão após a sprint, optando por uma abordagem mais conservadora, com o fundo anterior, que garantiu maior equilíbrio e consistência durante as corridas.
Paul Monaghan, engenheiro-chefe da Red Bull, confirmou que a diferença entre os assoalhos é pequena em termos de geometria, mas a escolha visa atender às preferências dos pilotos. Segundo ele, o novo assoalho buscava ganhos mínimos de carga aerodinâmica, porém não vale a pena sacrificar a dirigibilidade.
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"É uma escolha estratégica e de preferência. Max está mais confortável com a versão anterior, e é provável que ele continue com ela até o fim do campeonato", afirmou Monaghan. Ao mesmo tempo, Tsunoda segue utilizando a especificação mais recente, permitindo que a equipe colete dados paralelos importantes.
As pistas de Interlagos e Las Vegas apresentaram grande sensibilidade à altura do carro, o que agravou os problemas. No entanto, a Red Bull acredita que em circuitos com asfalto mais regular, como Lusail, o novo assoalho possa ter um desempenho mais promissor. Ainda assim, o time vai considerar os dados da corrida sprint antes de decidir sobre o acerto final.
A situação escancara um dilema comum no desenvolvimento técnico da F1: até que ponto vale insistir em atualizações que, na teoria, oferecem ganhos mínimos, mas na prática comprometem o equilíbrio do carro? No caso de Verstappen, a resposta já foi dada.
Fonte: Motorsport.com