De La Source à Bus Stop: a origem dos nomes das curvas do circuito de Spa-Francorchamps
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Fonte da imagem: MercedesAMGF1.comDe La Source à Bus Stop: a origem dos nomes das curvas do circuito de Spa-Francorchamps
Spa-Francorchamps é um dos circuitos mais icônicos da Fórmula 1. Localizado no coração da Floresta das Ardenas, sua combinação de curvas velozes e trechos técnicos o torna um favorito entre pilotos e fãs. Mas você sabe de onde vêm os nomes dessas curvas lendárias?
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A seguir, exploramos a origem de cada uma delas — de referências geográficas a homenagens a figuras históricas do automobilismo.
La Source (Curva 1)
A mais lenta do circuito recebe o nome das fontes de água abundantes na região. É palco de largadas caóticas, como em 2018, quando Fernando Alonso voou por cima de Leclerc, ou em 1998, com um dos maiores engavetamentos da história da F1.
Eau Rouge / Raidillon (Curvas 2 a 4)
"Raidillon" significa "caminho íngreme", enquanto "Eau Rouge" refere-se ao riacho de águas avermelhadas (ricas em óxido de ferro) que corre sob a pista. A sequência é famosa por sua inclinação de 15% e desafios visuais. Em 2011, Webber ultrapassou Alonso por fora nesse trecho.

Les Combes (Curvas 5 e 6)
Chicane no topo da reta Kemmel, leva o nome de um vilarejo próximo e também de "ravina" em francês. Foi palco da lendária ultrapassagem de Hakkinen sobre Schumacher e Zonta em 2000.

Malmedy (Curva 7)
Nomeada em homenagem à cidade vizinha de Malmedy, rica em patrimônio histórico e cultural.
Rivage / Bruxelles (Curva 8)
Originalmente "Rivage", um vilarejo local, a curva longa e traiçoeira hoje é conhecida como "Bruxelas", capital da Bélgica.
Speakers Corner (Curva 9)
Embora sem nome oficial, é chamada de "Speakers Corner" devido à torre de transmissão ali localizada. Após essa curva, Schumacher bateu em Coulthard em 1998 em meio à neblina provocada pela chuva.
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Pouhon (Curvas 10 e 11)
Nome derivado de uma fonte ferruginosa natural da região, ligada à tradição termal de Spa. Um dos trechos mais velozes do traçado.

Fagnes / Piff Paff (Curvas 12 e 13)
Baptizada a partir da reserva natural próxima, "Les Fagnes". Também conhecida no jargão local como "Piff Paff", pela troca rápida de direção.
Campus / Stavelot e Paul Frère (Curvas 14 e 15)
"Campus" homenageia a Universidade do Automóvel nas redondezas. A curva seguinte é nomeada em tributo a Paul Frère, jornalista e piloto belga, vencedor de Le Mans em 1960.
Blanchimont (Curvas 16 e 17)
Duas curvas rápidas que passam por uma antiga fazenda local, responsáveis por desafiar pilotos com coragem e precisão.
Bus Stop (Curvas 18 e 19)

A famosa chicane final leva esse nome por ter sido, literalmente, um ponto de ônibus quando a pista usava trechos de estrada pública. Cenário de finais dramáticos, como os duelos entre Vettel e Button (2010) e Hamilton e Raikkonen (2008).
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A cada curva de Spa, uma história. Seja pelos desafios técnicos ou pelas origens curiosas dos nomes, o circuito belga continua sendo um santuário da velocidade e da tradição da Fórmula 1.
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